ASPECTOS HISTÓRICOS

O CAMINHO DAS TROPAS

A região vizinha à capela de Santa Bárbara do Pitangui era atravessada pela velha estrada do Maracanã - antigamente era uma trilha de índios e após 1731 foi usado pelos tropeiros que traziam o gado do Rio Grande do Sul para São Paulo.
As tropas passavam pela Lapa, Campo Largo, Palmeira, Ponta Grossa, Castro, Piraí do Sul, Jaguariaíva, Itararé. Em antigas fazendas teve, pousos e currais das tropas que passavam pelo Paraná.
Alguns fazendeiros reclamavam da passagem dessas tropas por suas terras. Surgiu, daí o trajeto de uma estrada que, por muito tempo, fazia a ligação entre Ponta Grossa e Castro. Esse caminho entrava na cidade, ao sul, pela atual Rua Augusto Ribas (Rua das Tropas) e saía, em direção ao norte, pela Rua Tiradentes e Avenida Rocha Pombo.

NASCIMENTO DO POVOADO

Povoada a região pontagrossense com inúmeras fazendas de criação de gado, e teve início também, a existência de pousos e currais para as tropas em trânsito do Sul para o Norte.
O pouso de Castro já havia sido elevado à condição de Freguesia com a denominação de Sant'Ana do Iapó, em 1770 pelo Vigário Capitular de São Paulo. Ponta Grossa estava dentro dos limites dessa freguesia.
A capela de Santa Bárbara, atendida pelo Frei José de Santa Tereza de Jesus, movimentava-se com batizados, missas, ladainhas e enterros, efetuados dentro da própria capela.
LENDA
Segundo a lenda, o nome de Ponta Grossa teria sido dado por Francisco Mulato, capataz do Sargento-mor Miguel da Rocha Carvalhais, dono da Fazenda "Boa Vista". Isso, no entanto, não parece ser verdade, pois Miguel da Rocha Carvalhais só veio para o bairro em 1804 e, em 1792, a Câmara Municipal da Vila de Castro nomeou Ignácio dos Santos com o título de Capitão de Mato do Bairro de Ponta Grossa.
Outra questão existente é quanto ao local escolhido para a construção de uma capela, mais próxima do novo povoado que a de Santa Bárbara. A lenda relata que o local foi escolhido por um casal de pombos soltos por Miguel da Rocha Carvalhais, para eliminar dúvida surgida entre os fazendeiros locais.

FREGUESIA DE PONTA GROSSA

O povoado foi crescendo, impondo aos seus moradores exigências novas. A fundação de um cemitério (1811) Pois a Capela de Santa Bárbara, onde eram feitos os enterros, era longe. Esse cemitério, hoje localizado onde está o Grupo Escolar Senador Correia.
Domingos Ferreiro Pinto - um fazendeiro muito rico (casa central) era muito respeitado. Na sua residência começaram a ser feito ofícios religiosos da região - mandou construir um oratório em louvor a Senhora Sant'Ana (1814).

Mais tarde o oratório foi transferido para a Casa de Telhas (no campo) hoje encontrado na Vila Vilela.
Em 1812, foi encaminhado pedido ao Governo Provincial de São Paulo por intermédio da Câmara Municipal de Castro, de elevação do bairro a freguesia.
Em 15 de setembro de 1823, foi baixado ato criando a freguesia de Estrela, pelo Imperador Dom Pedro I.